
Iniciou a arrancada no meio do campo. Driblou o primeiro, o segundo, o terceiro, deu uma rápida olhadela em direção ao gol adversário, escolheu o canto, chutou e fez o gol. Os espectadores, às margens do campo, foram ao delírio.
A explosão da bomba de gás lacrimogênio, lançada pelos policiais do Batalhão de Choque, interrompeu a comemoração. Um a um, os presos foram se sentando, nus, no pátio do presídio, enquanto os bombeiros recolhiam o corpo no interior da cela 53, e aquela massa disforme, cabeluda, suja de terra e sangue, que estava no fundo da rede.
Carlos Cruz – 07/06/2007
3 comentários:
Legal esse. Diferento, assassino, popular.
Quem disse que os estádios não assemelhamm-se à presídios ?
Ficou massa esse nano !
virou especialista hein ?
Nossa...Lembrei de Carandiru...
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