
inóspito
te vi deserto
exilada
de si
cético
te vi axioma
salpicada
de sins
cáustico
te vi inverno
enevoada
de giz
lúbrico
te vi ninfa
lambuzada
de gim
esquálido
te vi árvore
desfolhada
de mim
se seca
se certa
se fria
se louca
se feia
se julho
te julho
te juro
te furo
te curo
te curro
te amo
Carlos Cruz - 26/04/11
te vi deserto
exilada
de si
cético
te vi axioma
salpicada
de sins
cáustico
te vi inverno
enevoada
de giz
lúbrico
te vi ninfa
lambuzada
de gim
esquálido
te vi árvore
desfolhada
de mim
se seca
se certa
se fria
se louca
se feia
se julho
te julho
te juro
te furo
te curo
te curro
te amo
Carlos Cruz - 26/04/11
*Gravura: Otra Mirada, de Modesto Trigo.
4 comentários:
Poetas
Ai almas dos poetas
Não as entende ninguém,
São almas de violeta
Que são poetas também.
Andam perdidas na vida,
Como estrelas no ar;
Sentem o vento gemer
Ouvem as rosas chorar!
Só quem embala no peito
Dores amargas secretas
É que em noites de luar
Pode entender os poetas.
E eu que arrasto amarguras
Que nunca arrastou ninguém
Tenho alma para sentir
A dos poetas também!
Olha, inspiração tem o título e o conteúdo desta poesia! Muito boa!
Qão excitantes versos...!!!
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