
Farto das missivas repreensivas do pai, o jovem fidalgo reuniu os amigos e seguiu para as margens do rio, a fim de abastecer-se da tal erva-do-diabo. Os fumos miraculosos certamente o fariam esquecer a categórica advertência do monarca: "Se acaso não abandonares essa vida de desregramentos e licenciosidades, despojo-te do trono antes mesmo de nele assentares." O encontro com a tropa imperial, bando de desmancha-prazeres, emissários de novas reprimendas paternas, foi, para o infante, a gota d'água. Espada em riste, olhar fulminante, regurgitou sua fúria, rompeu os grilhões, soltou o grito de liberdade há muito sufocado na garganta:
- Independência ou morte!
Próximo a eles, o traficante, disfarçado de camponês andrajoso, esgueirava-se furtivamente, saindo de cena, de fininho.
Carlos Cruz - 17/10/2007
- Independência ou morte!
Próximo a eles, o traficante, disfarçado de camponês andrajoso, esgueirava-se furtivamente, saindo de cena, de fininho.
Carlos Cruz - 17/10/2007
2 comentários:
Muito legal!
Nossos livros de história não contam metade daquilo que aconteceu...
Quando vi a imagem somada ao título, na hora conectei com a minha versão para o mesmo momento histórico.
http://robertoklotz.blogspot.com/2007/03/proclamao-da-independncia.html
hehehe, esse eu já conhecia.
tu tem certeza que é cana mesmo?
hehehe
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